O Departamento de Recursos Humanos do Cesuca – Faculdade Inedi realizou capacitação para mais de 300 acadêmicos de todos os cursos de graduação, na sexta-feira (18-11), no auditório da instituição. O tema “Antidiscriminação: Reflexos da discriminação nas relações sociais e de trabalho” foi discutido pelo pesquisador convidado da área do Direito da Antidiscriminação e Mestre em Direitos Humanos, Rodrigo Silva juntamente com o professor do curso de Direito do Cesuca, Mestre Moisés Matusiak e a Gestora de Recursos Humanos da Faculdade Inedi e professora do curso de Psicologia, Mestre Daniela Pereira Ribeiro.

Os alunos conferiram questões sobre o Direito da Antidiscriminação e sua aplicação pelos Tribunais de Justiça em situações de discriminação e preconceito, de diversas ordens, nas relações sociais e de trabalho. Segundo Daniela, o assunto visa promover o respeito à diversidade e da cultura de paz e direitos humanos estabelecido no Pacto Nacional Universitário que deverá ser instituído pelo Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Justiça e Cidadania.

De acordo com o professor Moisés, a ideia é trabalhar com os discentes de todos os cursos algumas situações que podem ocorrer nas relações sociais e de trabalho, as quais envolvem diferentes formas de discriminação e preconceito, seja racial, de gênero, entre outros. O docente destacou, ainda, a maneira que os Tribunais de Justiça estão enfrentando esses temas, com a aplicação do Direito da Antidiscriminação. “É fundamental propor este debate com os acadêmicos. Este é um assunto que está presente em todas as relações sociais e de trabalho e deve ser conhecido e estudado por profissionais de todas as áreas”, enfatizou.

Para o professor, são vários os reflexos negativos da discriminação que, geralmente, incidem sobre a vítima. “O fato pode atingir também o ambiente social e de trabalho, como família, escola, faculdade, o próprio trabalho etc”, comentou. A lei que protege e defende as pessoas que sofrem de preconceito racial está na Constituição Federal de 1988, o Código Penal, no artigo 140, § 3º, e a Lei n. 7716 de 1989. Na ocasião, os discentes esclareceram dúvidas com o envio de perguntas por meio do whatsapp.