Especialistas iniciam pesquisa que avalia o impacto da pandemia na mobilidade dos idosos

Drª. Mônica Perracini coordena o projeto Remobilize, que conta com a participação de pesquisadores de diversos estados brasileiros;  Dados de pessoas acima dos 60 anos serão coletados e avaliados por profissionais ao […]

25/05/2020

Drª. Mônica Perracini coordena o projeto Remobilize, que conta com a participação de pesquisadores de diversos estados brasileiros; 

Dados de pessoas acima dos 60 anos serão coletados e avaliados por profissionais ao longo de um ano por meio de questionários on-line e entrevistas por telefone 

A coordenadora do Programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia Drª. Mônica Perracini, da Universidade Cidade de S. Paulo (Unicid), instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, está à frente da Rede de Estudos em Mobilidade no Envelhecimento, projeto denominado de Remobilize, o qual avaliará o impacto da pandemia na mobilidade da pessoa idosa.  

O novo estudo contará com a participação de pesquisadores de universidades de diversos estados do Brasil e será conduzido por meio de questionários on-line e entrevistas por telefone. Pessoas acimas dos 60 anos, que terão dados coletados, serão avaliadas por profissionais em momentos distintos, como em três, seis e 12 meses após terem sido contatadas pela primeira vez. 

A coordenadora do Projeto, Mônica, justifica que a mobilidade dentro e fora de casa possibilita uma vida ativa, com propósito e significado na velhice, e com a pandemia diante do novo Coronavírus (COVID-19), novos desafios estão surgindo para toda a sociedade, sobretudo para o público idoso.  

“As pessoas idosas estão sendo altamente afetadas. Não só porque têm maior risco de desenvolver as formas graves da Covid-19, mas também, pelas recomendações de distanciamento e isolamento social. A restrição da mobilidade nos espaços de vida, em particular fora de casa, leva a uma diminuição do nível de atividade física e resulta no comprometimento da capacidade funcional, dificulta o manejo das doenças crônicas e aumenta o risco de fragilidade”, argumenta a doutora.  

Segundo a docente, a pesquisa visa identificar os impactos do isolamento social na trajetória da mobilidade ao longo dos 12 meses. As pessoas idosas são muito diferentes entre si, com situações econômicas, de moradia e de suporte social distintas. Além disso, os comportamentos em relação a pandemia podem ser influenciados por diversos aspectos de saúde física e mental. É esperado que boa parte dos idosos irão diminuir significativamente seus níveis de atividade física durante a pandemia, trazendo consequências extremamente negativas como o declínio da força e da resistência muscular e comprometimento do equilíbrio corporal O acompanhamento permitirá saber se os idosos irão conseguir retomar os níveis de mobilidade prévios a pandemia e identificar possíveis consequências negativas, permitindo desenvolver ações preventivas e/ou de reabilitação.

“Se antes da pandemia cerca de 1/3 dos idosos no Brasil já apresentavam problema de mobilidade, como ficará esse cenário em decorrência da pandemia onde boa parte dos idosos estão confinados em casa? As consequências sociais, psicológicas e físicas serão profundas e nesse momento invisíveis, dada a gravidade da situação da Covid-19”, questiona Mônica.  

Por fim, a especialista aponta que a mobilidade é um indicador da qualidade de vida na velhice e que mantê-la acima dos 60 anos de idade, é fundamental. 

Pessoas de todas as regiões do País, com 60 anos ou mais, podem participar. O acesso pode ser feito pelo celular ou computador por meio do https://pt.surveymonkey.com/r/Remobilize_Inicial